Por Neil Hutchison, Lead Portfolio Manager de Managed Reserves Portfolios na Europa, Global Liquidity, J.P. Morgan Asset Management
A conjuntura de rentabilidades baixas (ou negativas), aliada ao facto de muitos bancos estarem a evitar os produtos de liquidez após a publicação dos acordos de Basileia III, obriga os investidores a prestar maior atenção à gestão de tesouraria. No entanto, o nível de tesouraria que figura nos balanços continua a apresentar máximos históricos, pelo que, aparentemente, quem investe em aplicações de tesouraria continua a apostar numa abordagem bastante conservadora, embora à custa da rentabilidade.
A questão que se põe é sabermos durante quanto tempo estes investidores poderão dar-se ao luxo de continuar a investir em força em contas de caixa de reduzida rentabilidade, sobretudo tendo em conta que o cenário de juros baixos deverá manter-se durante um período ainda mais prolongado. Mesmo na Europa, onde as taxas já se situam em terreno negativo, prevemos que se prolongue a política expansionista. Portanto, é de esperar que a rentabilidade venha a ser ainda mais penalizada caso se mantenham estes investimentos em aplicações de tesouraria.
Uma estratégia mais eficaz na gestão do numerário
Uma estratégia eficaz na gestão do numerário inclui uma clara política de investimento , com objetivos de liquidez, qualidade e rentabilidade bem definidos, que possa ajudar os investidores a ir de encontro às exigências e aproveitar as oportunidades de uma economia e de um ambiente regulador em constante mutação. A nosso ver, um elemento essencial deste planeamento do investimento consiste na segmentação do numerário.
Seguindo esta disciplina, quem investe em aplicações de tesouraria pode distinguir entre o numerário operacional (que exige liquidez diária), o numerário de reserva (com um horizonte de investimento igual ou superior a um período de seis a nove meses), e o numerário estratégico (com um horizonte de investimento igual ou superior a um ano).
Concluído o exercício de segmentação, os investidores poderão escolher a solução de investimento mais adequada (em termos de risco e rentabilidade) ao horizonte de investimento de cada segmento de numerário.
Soluções de muito curto prazo
Paralelamente ao aumento da popularidade da segmentação do numerário, temos vindo a assistir, nos últimos 15 anos, sensivelmente, ao desenvolvimento de um importante setor de muito curto prazo — incluindo o negócio Global Liquidity Managed Reserves da J.P. Morgan Asset Management — para satisfazer os requisitos de numerário de reserva e numerário estratégico dos investidores.
A procura tem sido particularmente forte neste último ano. Desde o início de janeiro, tivemos quase 15% dos nossos ativos de ações geridos a muito curto prazo (12.000 milh. USD de um total de 82.000 milh. USD), enquanto 9% do universo de muito curto prazo global (59.000 milh. USD de cerca de 662.000 milh. USD em ativos) corresponde aos últimos 12 meses.1
Estamos em crer que este rápido aumento da popularidade dos fundos de muito curto prazo obedece a duas ordens de razão principais. Em primeiro lugar, os investidores com exposição a ativos de risco, prevendo o final do ciclo de crédito, foram reduzindo o risco, apostando em alternativas mais seguras para as alocações a dívida a longo prazo, que diminuíssem a volatilidade, mas que, mesmo assim, continuassem a proporcionar certa rentabilidade. Por outras palavras, os investidores que procuram gerir o risco de crédito não querem sacrificar totalmente o potencial de rentabilidade, apostando unicamente em numerário, embora continuem a sentir a necessidade de se tornarem mais defensivos.
A procura de estratégias de muito curto prazo provém igualmente de investidores com elevados saldos de caixa que desejam rendimentos incrementais para reforçar as suas rentabilidades antes de uma nova descida das taxas, numa altura em que os bancos centrais estão a adotar uma postura mais “dovish”.
ETFs de muito curto prazo que geram rendimento: tire maior partido do seu numerário
Na J.P. Morgan Asset Management, a nossa estratégia Managed Reserves ganhou popularidade entre os investidores de liquidez no setor do muito curto prazo, quer sob a forma de fundo de investimento, quer como conta de gestão independente (separately managed account ou SMA). Dada a crescente utilização dos fundos cotados em bolsa (ETFs) para gerir a liquidez, também oferecemos esta solução de muito curto prazo no pacote de ETFs.
No caso dos investidores de aplicações de tesouraria que invistam pela primeira vez em ETFs, a experiência deverá ser bastante semelhante às das transações com títulos cotados em bolsa de valores, tal como sugere a sigla ETF (fundos cotados em bolsa). Os ETFs poderão igualmente permitir tirar partido de uma maior transparência da carteira e dos preços, já que as posições geralmente são publicadas diariamente no site específico para ETFs da J.P. Morgan Asset Management.
Além disso, os nossos ETFs de muito curta duração são geridos no âmbito do nosso negócio Global Liquidity, num ambiente de rigoroso controlo do risco, pelo que tiram partido das boas práticas aplicadas a todos os nossos fundos de liquidez, incluindo a ênfase na preservação do valor nominal, na liquidez do mercado e na obtenção de rentabilidade com baixa volatilidade.
Para mais informações, visite www.jpmgloballiquidity.com ou envie-nos uma mensagem para jpm_global_liquidity@jpmorgan.com
1Fonte: Strategic Insight, a 31 de maio de 2019.