Os fundos transacionados em bolsa (ETFs) oferecem muitos benefícios aos investidores, entre os quais se incluem as transações intradiárias flexíveis, o acesso eficiente ao mercado e os custos potencialmente mais baixos. Mas uma das características mais importantes dos ETFs — a sua liquidez — é também uma das que dão origem a mais mal-entendidos.
Dissipar os mitos
A liquidez refere-se à capacidade de comprar ou vender um título de forma rápida, fácil e a um custo de transação razoável. Tanto os ETFs como as ações individuais são transacionados numa bolsa de valores, o que leva muitos investidores a acreditar que os fatores que determinam a liquidez destes dois títulos serão necessariamente semelhantes. Mas não o são. A liquidez dos ETFs poderá muitas vezes ser bastante superior ao que a maioria dos investidores julga.
Os ETFs, na verdade, operam num ecossistema fundamentalmente diferente do de outros instrumentos comercializados em bolsas de valores, como as ações individuais ou os fundos fechados. Enquanto estes títulos têm uma oferta fixa de ações em circulação, os ETFs são instrumentos de investimento abertos, com capacidade para emitir ou retirar ações no mercado secundário, consoante a oferta e a procura dos investidores.
Este mecanismo único de criação e resgate faz com que a liquidez dos ETFs seja muito mais profunda e muito mais dinâmica do que a liquidez das ações. Explica igualmente por que razão a liquidez de um EFT é predominantemente determinada pela liquidez dos seus títulos subjacentes, e não pela dimensão dos seus ativos ou pelos volumes de negociação.
O ecossistema ETF: A negociação ocorre no mercado secundário; a criação e o resgate ocorrem no mercado primário
Fonte: J. P. Morgan Asset Management; com fins meramente indicativos.
Orientações para a determinação da liquidez e para a negociação de ETFs
Embora os ETFs tenham muitas características semelhantes às das ações, a liquidez não é uma delas. Por conseguinte, é importante olhar para além dos volumes de negociação e dos indicadores que aparecem no ecrã quando se avalia a liquidez dos ETFs. Eis algumas indicações sobre a forma de tirar proveito da liquidez dos ETFs.
- Não considere os volumes de negociação nem a dimensão do fundo como linhas de orientação. Talvez o equívoco mais comum em relação aos EFTs seja o de que se torna difícil ou dispendioso negociar fundos com baixos volumes diários de negociação ou com pequenas quantidades de ativos sob gestão. Não é verdade. Graças ao mecanismo de criação e resgate dos ETFs, os ETFs de pequeno ou baixo volume de negociação conseguem geralmente absorver ordens de compra ou venda de grande dimensão, continuando a ser negociar a preços que normalmente se aproximam mais do valor líquido dos ativos dos seus títulos subjacentes.
- Considere a liquidez total dos ETFs nos mercados secundário e primário. Dado que os criadores de mercado — que mantêm ordens de ETFs bidirecionais contínuas, constituindo um componente fundamental no mecanismo de transações — normalmente mostram apenas uma pequena percentagem do volume que estão dispostos a negociar, os investidores poderão concluir que a liquidez secundária do mercado é, na verdade, muito superior à sugerida pelos indicadores que aparecem no ecrã. Os investidores com grandes transações de ETFs poderão igualmente recorrer à liquidez do mercado primário, trabalhando com um participante autorizado, para criar ou resgatar ações de ETFs diretamente com a sociedade do fundo.
- Ao negociar ETFs, utilize por defeito as ordens limitadas. Uma ordem limitada — ou seja, uma ordem para comprar ou vender um conjunto de ações a um preço especificado ou mais favorável — dá aos investidores algum controlo sobre o preço a que as transações de ETFs são executadas. Em contrapartida, uma ordem de mercado— ou seja, uma ordem para comprar ou vender imediatamente ao melhor preço atual disponível — poderá acabar por ser executada a um preço muito mais elevado (ou inferior) ao esperado, à medida que se percorrem as ordens ativas do livro de ordens.
- Considere a hora do dia ao colocar ordens de ETFs. Regra geral, a negociação em alturas em que seja difícil para os criadores de mercado e para outros investidores institucionais cobrirem títulos subjacentes num ETF terá provavelmente como consequência maiores diferenciais de preços e transações menos eficientes. É o que sucede tipicamente logo após a abertura dos mercados europeus e pouco antes do seu encerramento. Os ETFs domiciliados na Europa que invistam fora dos mercados europeus estão sujeitos a considerações adicionais de liquidez, devido ao facto de as bolsas de valores em que os títulos subjacentes são negociados poderem estar fechadas, enquanto as bolsas europeias ainda estão a negociar. Nesse intervalo, os títulos subjacentes são menos líquidos, o que poderá, mais uma vez, dar origem a diferenciais de preços mais elevados entre quem compra e quem vende.
- Trabalhe com o seu fornecedor de ETF, sobretudo quando colocar grandes transações. Não enfrente essa tarefa sozinho. A maior parte dos fornecedores têm balcões nos mercados de capitais, cujo papel é trabalhar com gestores de carteira, APs, criadores de mercado e bolsas de valores, para ajudarem a avaliar a verdadeira liquidez dos ETFs e prestarem apoio aos investidores mediante uma execução eficiente das transações.
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